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O CIVP é um dos documentos de viagem menos lembrados — e um dos que podem causar mais problemas na fronteira quando esquecido. Dependendo do destino, um turista sem o Certificado Internacional de Vacinação pode ser impedido de embarcar ou retido na chegada para vacinação compulsória.
O CIVP — Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia é um documento oficial emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que comprova que o viajante foi vacinado contra determinadas doenças. No Brasil, é popularmente conhecido como "carteirinha amarela" de viagem.
O modelo oficial segue o padrão da OMS e tem validade internacional — é reconhecido em todos os países signatários do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).
A febre amarela é a vacina que mais comumente gera a exigência do CIVP nas fronteiras internacionais. O Brasil é um dos países considerados endêmicos para a doença, o que tem dois impactos:
1. Alguns países exigem o CIVP de quem vem do Brasil:
Países onde a febre amarela é ausente ou erradicada exigem que viajantes provenientes de países endêmicos (incluindo o Brasil) comprovem vacinação antes da entrada. Exemplos: Austrália, Nova Zelândia, Japão, alguns países africanos e asiáticos.
2. O Brasil recomenda a vacina para quem viaja a certas regiões:
Mesmo que o destino não exija o CIVP, se você vai a países com risco de febre amarela (especialmente África subsaariana e partes da América do Sul), a vacina e o certificado são recomendados pelo Ministério da Saúde.
O CIVP é emitido pelas Unidades de Referência para Viajantes do Ministério da Saúde — postos específicos que aplicam vacinas para viajantes internacionais e emitem o certificado no formato OMS.
Essas unidades funcionam em aeroportos internacionais, portos e em centros de saúde designados nas principais cidades. O serviço é gratuito pelo SUS.
Como encontrar a unidade mais próxima:
Em São Paulo: o principal posto para viajantes fica no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), mas há postos em outras unidades de saúde da cidade.
Desde 2016, a OMS determinou que a vacina de febre amarela confere proteção por toda a vida com uma única dose — e o CIVP correspondente tem validade vitalícia, sem necessidade de revacinação.
> Isso eliminou a necessidade de revacinar a cada 10 anos, que era a regra anterior. Se você se vacinou antes de 2016 e tem o CIVP correspondente, esse documento ainda é válido — mas o certificado pode precisar de atualização se estiver registrado com a validade de 10 anos. Consulte a unidade de saúde para orientação específica.
Além da febre amarela, alguns destinos podem exigir comprovação de outras vacinações:
O Ministério da Saúde mantém o Portal Saúde do Viajante com informações atualizadas sobre exigências de vacinação por país: www.saude.gov.br/viajante
A ANVISA também mantém orientações específicas para viajantes internacionais.
Em 2026, o Brasil tem o CIVP em formato digital disponível no aplicativo Conecte SUS. Muitos países já aceitam o formato digital apresentado no celular. Mas alguns destinos mais conservadores ainda exigem o documento físico — o "caderninho amarelo" no formato clássico da OMS.
Se você não tem certeza, leve ambos — físico e digital.
Onde posso tirar o CIVP de urgência para uma viagem amanhã?
Os postos em aeroportos internacionais geralmente atendem casos urgentes. Confirme o horário de funcionamento do posto do aeroporto de Guarulhos ou Congonhas antes de ir.
Meu filho precisa de CIVP separado?
Sim. Crianças vacinadas têm direito ao próprio CIVP. Crianças menores de 9 meses não devem ser vacinadas contra febre amarela — nesses casos, o destino pode exigir uma declaração médica explicando a contraindicação.
Fui vacinado contra febre amarela há 15 anos. O CIVP ainda vale?
Sim — desde que a vacina tenha sido aplicada com pelo menos uma dose válida, a proteção e o CIVP são considerados vitalícios pela OMS desde 2016. Mas se o seu certificado impresso registra validade de 10 anos (critério anterior), leve para uma unidade de saúde atualizar o documento.
Preciso de CIVP para ir a Portugal, Espanha ou França?
Não — a União Europeia não exige o CIVP para viajantes do Brasil. O CIVP para febre amarela é mais relevante para destinos africanos, asiáticos e do Caribe.
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Fontes: ANVISA: www.gov.br/anvisa | Saúde do Viajante (Ministério da Saúde): www.saude.gov.br/saude-viajante
Atualizado em agosto de 2026. Exigências de vacinação por país mudam regularmente — consulte sempre as fontes oficiais antes de viajar.
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